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[Resenha] Alguém para amar | Alice McDermott

256 páginas || Alice McDermott || Ano 2016 || Editora Globo Livros || Romance Estrangeiro
Resenha e fotos por: Dani Almeida

Alguém para Amar é um livro original que conta a história de Marie Commeford.
Dividido em três partes, o livro é narrado pelo ponto de vista perspicaz e aguçado da protagonista.

Embora a obra seja bem diferente dos romances aos quais estou habituada, a originalidade e simplicidade do enredo me envolveram do começo ao fim e, mesmo que a tristeza fosse o sentimento mais presente na narrativa, ainda assim a leitura foi leve e agradável.

Em Alguém para Amar conhecemos as lembranças de uma vida toda, a vida de Marie. Suas perdas, suas dores, suas alegrias e suas conquistas. Sua clareza ou sua confusão diante das mais variadas situações do dia-a-dia.

Por ser o relato de uma vida, tão semelhante à de qualquer um de nós, eu me pegava durante a leitura sofrendo e me alegrando junto com Marie, como se estivesse lendo o diário da mesma, como se a história fosse real tal qual a veracidade dos sentimentos e emoções relatadas.

Na primeira parte do livro somos apresentados a uma Marie quando criança, tímida, porém muito observadora. Uma garota de óculos de lentes grossas que, da varanda de sua casa no Brooklyn, analisa os transeuntes na rua.


Conhecemos sua infância ao lado dos pais e do irmão, Gabe, e principalmente seu grande amor e admiração pelo pai.

“ESPEREI PELO PRIMEIRO VISLUMBRE DO MEU PAI, SUBINDO AS ESCADAS DA ESTAÇÃO DO METRÔ COM SEU CHAPÉU E CASACO, O MAIS AMADO ENTRE AQUELES FANTASMAS."

Á partir da segunda parte em diante acompanhamos a adolescência de Marie, com suas descobertas sexuais e a primeira desilusão amorosa. Passando pela vida adulta, conhecemos as memórias de seu casamento feliz e da experiência da maternidade e, por fim, a chegada à velhice, com um marido que a ama muito e filhos não tão próximos quanto gostaria.

À medida que os anos passam e paralelamente ao amadurecimento da protagonista, nos deparamos também com as mudanças e destruição no bairro em que ela viveu toda sua vida.

Mesclando passado, presente e futuro a autora Alice McDermott consegue prender o leitor e mantê-lo curioso para desvendar as recordações jogadas, fora de ordem e contexto que, inicialmente nos deixa confusos, mas que são todas resolvidas e explicadas no decorrer da trama.


A meu ver, uma das frases da contra capa faz uma síntese perfeita do que essa obra significa: “Um retrato inesquecível de uma vida que resume a de todos nós". E isso por que, apesar de épocas diferentes, facilmente nos identificamos com os eventos aos quais Marie protagoniza.

“DESLIGUEI O ABAJUR QUE TROUXÉRAMOS DO ANTIGO APARTAMENTO DA MINHA MÃE E TIREI OS ÓCULOS. O QUARTO DIMINUIU E PERDEU TODOS OS CONTORNOS. DEITEI-ME NA CAMA, COMO ERA NOSSA ROTINA, E ME VIREI PARA TOM ENQUANTO ELE LIA. FECHEI OS OLHOS. COMO ERA ROTINA DE TOM, ELE POUSOU A MÃO NO COLCHÃO AO MEU LADO, DANDO-A A MIM.”

Enfim, Alguém para Amar é o tipo de livro para ser sentido, então independentemente do que escreva aqui, cada pessoa que se aventurar por essa história, vai enxergá-la de um modo, vai se identificar com as mesmas experiências que eu me identifiquei ou com outras que não me foram tão semelhantes assim. 

De qualquer forma, esse é um livro que recomendo para aqueles que gostam de histórias que trazem ensinamentos e reflexões.

Se identificou? Então pegue seu exemplar de Alguém para Amar é se surpreenda com a magia da história criada por Alice McDermott.



CAPA E SINOPSE:

Uma vida: suas dores devastadoras e suas alegrias inesperadas; suas rajadas de brilhante clareza e seus momentos de profunda confusão. Esse é o tema de “Alguém Para Amar”, extraordinário novo romance de Alice McDermott, após um hiato de sete anos. Lembranças dispersas — de uma infância curiosa, das descobertas sexuais na adolescência, da maternidade, e, finalmente, da velhice — se reúnem nesta história inesquecível que retrata uma mulher admirável, mas que, ao mesmo tempo, poderia ser nossa mãe, nossa amiga, nossa vizinha ou até nós mesmos. Logo nas primeiras páginas somos apresentados à Marie Commeford ainda criança: uma menina com óculos de lentes grossas, que observa uma Nova York pré-Depressão da varanda de sua casa no Brooklyn. A partir daí, Marie conta sua própria história e relembra momentos marcantes, como sua primeira desilusão amorosa e o trabalho como “anjo consolador” de uma funerária; o breve e delicado período em que seu irmão se dedicou ao sacerdócio; seu casamento feliz e o nascimento dos filhos. A deterioração urbana que destrói o bairro de imigrantes irlandeses de sua infância é paralela à deterioração da saúde de sua mãe e da sanidade de seu irmão. Os gestos de sua jovem vida reverberam nas tristezas e nos triunfos da velhice. “Alguém Para Amar” é um romance totalmente original que fala sobre as grandes verdades da vida à medida que os dias passam, tão únicos quanto inexoráveis. A magia da história composta por Alice McDermott reside na forma como os eventos narrados com destreza, emoção e um humor refinado refletem nossas próprias lembranças e experiências, compondo um retrato universal de diferentes mulheres, em diferentes épocas e lugares que espelham as emoções, os percalços, as perdas e as alegrias vividas por Marie ao longo do século XX. “Alguém Para Amar” marca a consagração definitiva de uma das maiores escritoras americanas da atualidade.


2 comentários:

  1. Dani, querida! Tudo bem?

    Amei sua resenha, este livro está na minha lista de leitura e amei saber que ele merece ser lido. Gosto demais de histórias capazes de tocar e emocionar o leitor...

    Suas fotos estão cada vez mais lindas, você arrasa muito, mulher!

    Beijo

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  2. Oi Kris .
    Tudo ótimo graças a Deus .

    Tenho certeza que você não vai se arrepender em dar uma chance à história.
    Obrigada pelo carinho !
    Beijos <3

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