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Paulo Freire - Biografia



Quando falamos em Educação e Pedagogia a primeira pessoa que vem na minha mente, é o grande mestre Paulo Freire. Sou muito fã!
Sempre quis ser professora de educação infantil, mas infelizmente, esse desejo não se realizou. Porém, nunca deixei de ler e fazer cursos na área. Fiz curso de: “Alfabetização”, “Educação Infantil”, “Escrita e Redação” e “Contadores de Histórias”; mas ainda sonho em me formar em pedagogia ou letras. 

Então por isso, hoje o post é todo dedicado ao Paulo Freire. Vou falar um pouco de algumas das inúmeras obras desse mestre. 



Biografia:

Paulo Reglus Neves Freire, educador brasileiro. Nasceu no dia 19 de setembro de 1921, no Recife, Pernambuco.

Por seu empenho em ensinar os mais pobres, Paulo Freire tornou-se uma inspiração para gerações de professores, especialmente na América Latina e na África. Pelo mesmo motivo, sofreu a perseguição do regime militar no Brasil (1964-1985), sendo preso e forçado ao exílio. 

O educador apresentou uma síntese inovadora das mais importantes correntes do pensamento filosófico de sua época, como o existencialismo cristão, a fenomenologia, a dialética hegeliana e o materialismo histórico. Essa visão foi aliada ao talento como escritor que o ajudou a conquistar um amplo público de pedagogos, cientistas sociais, teólogos e militantes políticos. 

A partir de suas primeiras experiências no Rio Grande do Norte, em 1963, quando ensinou 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias, Paulo Freire desenvolveu um método inovador de alfabetização, adotado primeiramente em Pernambuco. Seu projeto educacional estava vinculado ao nacionalismo desenvolvimentista do governo João Goulart. 

A carreira no Brasil foi interrompida pelo golpe militar de 31 de março de 1964. Acusado de subversão, ele passou 72 dias na prisão e, em seguida, partiu para o exílio. No Chile, trabalhou por cinco anos no Instituto Chileno para a Reforma Agrária (ICIRA). Nesse período, escreveu o seu principal livro: Pedagogia do Oprimido (1968). 

Em 1969, lecionou na Universidade de Harvard (Estados Unidos), e, na década de 1970, foi consultor do Conselho Mundial das Igrejas (CMI), em Genebra (Suíça). Nesse período, deu consultoria educacional a governos de países pobres, a maioria no continente africano, que viviam na época um processo de independência. 

No final de 1971, Freire fez sua primeira visita a Zâmbia e Tanzânia. Em seguida, passou a ter uma participação mais significativa na educação de Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe. E também influenciou as experiências de Angola e Moçambique. 

Em 1980, depois de 16 anos de exílio, retornou ao Brasil, onde escreveu dois livros tidos como fundamentais em sua obra: Pedagogia da Esperança (1992) e À Sombra desta Mangueira (1995). Lecionou na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Em 1989, foi secretário de Educação no Município de São Paulo, sob a prefeitura de Luíza Erundina. 

Freire teve cinco filhos com a professora primária Elza Maia Costa Oliveira. Após a morte de sua primeira mulher, casou-se com uma ex-aluna, Ana Maria Araújo Freire. Com ela viveu até morrer, vítima de infarto, em São Paulo. 

Doutor Honoris Causa por 27 universidades, Freire recebeu prêmios como: Educação para a Paz (das Nações Unidas, 1986) e Educador dos Continentes (da Organização dos Estados Americanos, 1992).



Suas Obras:


· 1959: Educação e atualidade brasileira. Recife: Universidade Federal do Recife, 139p. (tese de concurso público para a cadeira de História e Filosofia da Educação de Belas Artes de Pernambuco).


· Paulo Freire. A propósito de uma administração. Imprensa Universitária; 1961.


· 1963: Alfabetização e conscientização. Porto Alegre: Editora Emma.


· Paulo Freire. Educação como prática da liberdade. Paz e Terra; 2000. ISBN 978-85-219-0109-9


· Paulo Freire; Raul Veloso; Luís Fiori. Educação e conscientização: extensionismo rural. CIDOC; 1968.


· Paulo Freire. Extensão ou comunicação?. Paz e Terra; 2001. ISBN 978-85-219-0427-4.


· Paulo Freire. Ação cultural para a liberdade e outros escritos. Paz e Terra; 2007. ISBN 978-85-7753-023-6.


· Paulo Freire. Cartas a Guine-Bissau: registros de uma experiência em processo. Paz e Terra; 1984.


· Paulo Freire. Os cristãos e a libertação dos oprimidos. Edições Base; 1978


· 1979: Consciência e história: a práxis educativa de Paulo Freire (antologia). São Paulo: Loyola.


· 1979: Educação e mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 112 p.


· 1979: Multinacionais e trabalhadores no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 226 p.


· 1980: Quatro cartas aos animadores e às animadoras culturais. República de São Tomé e Príncipe: Ministério da Educação e Desportos, São Tomé.


· 1980: Conscientização: teoria e prática da libertação; uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. São Paulo: Moraes, 102 p.


· 1981: Ideologia e educação: reflexões sobre a não neutralidade da educação. Rio de Janeiro: Paz e Terra.


· 1982: Sobre educação (Diálogos), Vol. 1. Rio de Janeiro: Paz e Terra ( 3 ed., 1984), 132 p. (Educação e comunicação, 9).


· Paulo Freire; Antônio Faundez. Por uma pedagogia da pergunta. Paz e Terra; 2002


· Paulo Freire; Adriano Nogueira; Débora Mazza. Fazer escola conhecendo a vida. Papirus; 1986


· Paulo Freire; Sérgio Guimarães. Aprendendo com a própria história. Editora Paz e Terra; 2000. ISBN 978-85-219-0371-0


· Paulo Freire; Adriano Nogueira; Debora Maza. Na escola que fazemos: uma reflexão interdisciplinar em educação popular. Edit. Vozes Ltda.; 1990. ISBN 978-85-326-0237-4.


· Paulo Freire; Adriano Nogueira. Que fazer: teoria e prática em educação popular. Vozes; 1989.


· Paulo Freire. Paulo Freire conversando com educadores. Ed. Roca Viva; 1990.


· Paulo Freire; Donaldo Pereira Macedo. Alfabetização: leitura do mundo, leitura da palavra. Paz e Terra; 1990


· Paulo Freire, A Educação na cidade. Cortez Editora; 1991.


· Paulo Freire, A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. Cortez; 2008


· Paulo Freire. Pedagogia da esperança: um reencontro com a Pedagogia do oprimido. Paz e Terra; 1997. ISBN 978-85-219-0010-8.


· Paulo Freire, Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar. Olho d'Água; 2008


· Paulo Freire, Política e educação: ensaios. Cortez Editora; 1993.


· Paulo Freire, Ana Maria Araújo Freire, Cartas a Cristina: reflexões sobre minha vida e minha práxis, 2003, Editora UNESP, ISBN 978-85-7139-483-4


· Paulo Freire, ‎Frei Betto, Essa escola chamada vida,1994, Ed. Ática, ISBN 978-85-08-02764-4


· Myles Horton; Paulo Freire; Brenda Bell. O caminho se faz caminhando: conversas sobre educação e mudança social. Vozes; 2003. ISBN 978-85-326-2815-2.


· Paulo Freire, Ana Maria Araújo Freire, À sombra desta mangueira, Olho d'Agua. 1995, ISBN 978-85-85428-15-0.


· Paulo Freire, Sérgio Guimarães, Moacir Gadotti, Pedagogia: diálogo e conflito,1986, Cortez Editora Autores Associados


· Paulo Freire, Ira Schor, Medo e ousadia: o cotidiano do professor, 1997, Paz e Terra


· Paulo Freire, Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa,2009, Paz e Terra, ISBN 978-85-7753-015-1, Ver artigo Pedagogia da Autonomia


· Paulo Freire, Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos , 2000, Editora Unesp, ISBN 978-85-7139-291-5


· Paulo Freire, Sérgio Guimarães, A África ensinando a gente: Angola, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, 2003, Paz e Terra, ISBN 978-85-219-0646-9



Algumas de suas frases e pensamentos:

“Amar é um ato de coragem.”

“Não há vida sem correção, sem retificação.”

“Mudar é difícil mas é possível”

“Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão”

"Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade.”

“Conhecer é tarefa de sujeitos, não de objetos. E é como sujeito e somente enquanto sujeito, que o homem pode realmente conhecer.”

“Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda.”

Fonte: Wikipédia e Pensador/Uol

“A humildade exprime, uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém.”



6 comentários:

  1. Sou muito fã do Paulo Freire também, adorei seu post, está bem completo.
    Parabéns pelo blog

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    1. Ana Carolina , fico feliz que tenha gostado. Adoro demais o Paulo Freire e suas obras ^^

      Obrigada pelo carinho.
      Beijos

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  2. Eu estudei em uma escola com o nome Paulo Freire. Ele é um mestre

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    1. Que legal Bruno.
      Perto de casa também tem uma escola Paulo Freire.
      Concordo com você, ele é um mestre.^^

      Obrigada pela visita

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  3. Paulo Freire grande mestre.
    Adorei o post

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    Respostas
    1. Grande mestre mesmo Paula. ^^

      Obrigada pela visita.

      Beijos

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